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Conheça os principais tipos de Gramática da Língua Portuguesa

  • Foto do escritor: Soraia Elisa Publi
    Soraia Elisa Publi
  • 6 de jan.
  • 3 min de leitura

Na língua portuguesa, os principais tipos de gramática são a Normativa (regras de "certo" e "errado", ensinada nas escolas), a Descritiva (observa como a língua é usada, sem julgar), a Histórica (estuda a evolução da língua ao longo do tempo) e a Comparativa (compara o português com outras línguas). Essas abordagens oferecem diferentes focos para analisar e entender o idioma, desde o uso formal até suas raízes. 


O Real Gabinete Português de Leitura é uma biblioteca e instituição cultural lusófona, localizada na rua Luís de Camões, número 30, centro do Rio de Janeiro, Brasil. Encontra-se tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.
O Real Gabinete Português de Leitura é uma biblioteca e instituição cultural lusófona, localizada na rua Luís de Camões, número 30, centro do Rio de Janeiro, Brasil. Encontra-se tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.

Os 4 Principais Tipos de Gramática


  1. Gramática Normativa:

    • Define o padrão culto e as regras de "correto" e "incorreto".

    • O uso da língua é dividido em Fonologia (estudo dos sons e fonemas), Morfologia (estudo da estrutura, formação e classificação das palavras) e Sintaxe (estudo da organização das palavras em frases).

    • É a gramática tradicional, ensinada nas escolas, focada na norma-padrão.

    As classes gramaticais fazem parte da gramática normativa e pertencem ao campo da Morfologia.
    As classes gramaticais fazem parte da gramática normativa e pertencem ao campo da Morfologia.
  2. Gramática Descritiva:

    • Observa e descreve como as pessoas realmente usam a língua em diferentes contextos (formal e informal); considera e analisa as diferentes formas que a língua assume (regionalismos, gírias, etc.) como parte legítima do sistema.

    • Não julga, apenas registra os fatos linguísticos.

    • Estuda a língua em seus diversos níveis: sons (fonologia), formação de palavras (morfologia), estrutura das frases (sintaxe) e significado (semântica). 

  3. Gramática Histórica (ou Diacrônica):

    • Estuda a origem, evolução e as mudanças que a língua portuguesa sofreu ao longo dos séculos; acompanha a língua através do tempo (do grego dia "através" e chronos "tempo").

    • Mudanças nas formas das palavras, como sufixos e prefixos, e a formação de novas palavras; alterações na ordem das palavras (ex: do Latim mais flexível para o Português SVO - Sujeito-Verbo-Objeto) e nas estruturas das frases; mudanças no significado das palavras.

    • Estabelece correspondências entre línguas para reconstruir estágios antigos, sendo crucial para agrupar línguas por origem comum, como as pós-latinas, ou línguas românicas, que são os idiomas que evoluíram do latim vulgar, como português, espanhol, francês, italiano e romeno, além de outras como catalão e sardo.


      (DEA PICTURE LIBRARY/Getty Images)
      (DEA PICTURE LIBRARY/Getty Images)

      Leia mais em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quantas-linguas-existem-e-quais-vieram-do-latim/


  4. Gramática Comparativa:

    • É o ramo da linguística que estuda as relações de parentesco entre línguas, comparando suas estruturas e formas para identificar semelhanças e diferenças, revelando como elas evoluíram de uma língua-mãe comum, como o latim para as línguas românicas (português, espanhol, francês, italiano) ou o proto-indo-europeu para o sânscrito, grego e latim, sendo fundamental para entender a história e a formação das línguas. 

    • Permite reconstruir línguas antigas (como o Proto-Indo-Europeu) através das línguas que delas se originaram. 

    • Ajuda falantes de línguas próximas (como português e espanhol) a compreenderem o básico das outras, como visto em obras para o estudo de línguas românicas. 

    • Surgiu no século XIX com estudos de linguistas como Franz Bopp e August Schleicher, baseando-se na ideia de que línguas com semelhanças vêm de um ancestral comum. 


Outras Abordagens:


Existem também abordagens como a Gramática Internalizada (como o conhecimento linguístico reside na mente do falante) e a Gramática Contextualizada/Funcional, que focam no uso da língua em situações reais, indo além das regras fixas. 


Em Resumo:


Não existe apenas uma gramática, mas sim diferentes formas de estudá-la. A normativa nos dá o padrão, a descritiva mostra a realidade do uso, a histórica revela o passado, e a comparativa conecta o português a outras línguas. 


Referências


Soraia 'Sol' Elisa Ribeiro é licencianda do curso de Letras com ênfase nas Línguas Portuguesa e Inglesa, paralelamente, também é licencianda de Pedagogia, ambos cursos da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICID). Também é bacharelada em Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Santo Amaro (UNISA), atuando como Assessora de Comunicação. Apaixonada pela leitura e pela escrita, sonha com um canal que fale sobre a lógica da comunicação e suas esferas. Almeja ser roteirista e diretora teatral.


 
 
 

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